CONTANDO UM SONHO
Na semana passada tive um sonho muito estranho, sonhei que recebia diversas reclamações de empresários do setor de funilaria e pintura de automóveis, quanto ao ilegal fornecimento de peças por parte das seguradoras, que tanto prejudicava as nossas empresas.
Em um determinado momento, um amigo do setor de reparação que não consigo me lembrar exatamente agora quem é me fez os seguintes questionamentos:
Ângelo, se o Código de Defesa do Consumidor estabelece que nós reparadores somos responsáveis pelas peças aplicadas nos veículos, por que aceitamos fornecimento de peças não originais das seguradoras.
Mais ainda Ângelo, essas peças são fornecidas pelas seguradoras em desacordo com o estabelecido no Regime Especial da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, pois as seguradoras não enviam o documento fiscal “Pedido de Fornecimento de Peças”, expondo nossas empresas a multas altíssimas.
Então por que o nosso setor continua adquirindo peças de fornecedores que vendem peças diretamente para seguradoras, se sabemos exatamente quem são esses fornecedores. O pior de tudo isso, que agindo assim ainda estamos contribuindo para o nosso próprio fracasso comercial, e beneficiando empresas que nos prejudicam todos os dias.
Questionou ainda:
Será que essas empresas que fornecem peças diretamente as seguradoras conseguiriam permanecer no mercado somente atendendo as seguradoras? E se assim fosse, por quanto tempo?
No meu sonho, sabendo que se agíssimos assim poderíamos estar infringindo algum dispositivo legal, tentei dissuadi-lo da idéia, porém, não consegui.
Rapidamente, ele passou a convencer outros empresários de não mais comprar e usar produtos de empresas que fornecem diretamente para seguradoras, empresas estas, que segundo ele, participam desse processo injusto e ilegal!
Como resultado direto da ação, rapidamente a idéia se multiplicou e nenhuma oficina queria mais comprar nada diretamente destes fornecedores. Como conseqüência, acabou o fornecimento de peças das seguradoras.
Acordei, era apenas um sonho!
Forte abraço a todos.
Ângelo Coelho